terça-feira, 20 de julho de 2010

"É MELHOR SER ALEGRE DO QUE TRISTE"

                                                            FOTO: mizebeb.files.wordpress.com/2009/10/vinicius

Ontem, tarde frio/morna de segunda-feira. Vencida a metade de Julho, sem saber quanto tempo de vida para viver. A voz de Vinicius de Moraes transita pelo quarto/escritório. É um dos cds da coleção FOLHA 50 ANOS DE BOSSA NOVA. E duas frases lindas não voltam ao silêncio da canção terminada:

A TRISTEZA TEM SEMPRE UMA ESPERANÇA DE UM DIA NÃO SER MAIS TRISTE NÃO.

A VIDA É ARTE DO ENCONTRO. AINDA QUE HAJA TANTO DESENCONTRO PELA VIDA.

domingo, 18 de julho de 2010

ESSA TAL DE PIRATARIA...


Semana passada, próximo ao hospital da Santa Casa, em Belo Horizonte, um cidadão vendia o dvd do "churek". Isso mesmo: "CHUREK" por R$ 1,00.

RODRIGO "VIRA-LATA" ROBLEÑO ESTÁ DE VOLTA?

FOTO: http://imphic.ning.com/profiles/blog/list

Recebi um e-mail desse artista fantástico - e ser humano de uma série que está se esgotando - dizendo que ele volta para casa, depois de 4 anos no Cirque du Soleil.Ótimo para nós, péssimo para o circo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PARA SEMPRE

Eu quero apenas confirmar -
para que fique registrado nas atas da vida
de que meu juramento vale
como valem o Sol e a Lua
a Noite e o Dia
e a sua hipnótica alegria -
que renovo o contrato do para sempre.
Para sempre.

MICHAEL JACKSON 4

FOTO:menteventualmente.files.wordpress.com/2009/03...

Conclusão

Neste “improfanável” reside a eternidade do intérprete de Black and White que, com a mecha de cabelo que caiu durante o comercial da Pepsi e será transformada em diamante (fogos de artifício atingiram a cabeça de Michael), ou na luva cravejada de brilhantes, “entre o menininho maravilhoso que foi invadido pela indústria tão radicalmente cedo e a coisa em si do espetáculo, e a cena perversa acompanhada por todos, do adulto que era pura visibilidade, temos a história da assimilação negra ao mercado e ao fetichismo industrial americano, que não se tornou libertária. Michael foi um verdadeiro cidadão Kane do momento avançado do capitalismo turbinado. De fato, um "cidadão quem?"; ou, melhor, "cidadão o quê?"”, questiona Ab´Saber.

Para encerrar, a título de epitáfio ou prólogo do “a gente jaz e acontece” , as palavras de um réquiem do espetáculo, escrito pelo crítico João Paulo : “O artista, por isso tudo, tinha motivos de sobra para ser amado. E foi. Se, com o tempo, levou sua existência ao limite da normalidade, numa série de extravagâncias, não foi por falta de carinho, admiração, talento e dinheiro. Foi porque era humano demais. Algo que ele parece não ter aceitado muito bem.

Michael Jackson teve tudo o que o dinheiro pode dar,. Até a falência. Sua relação doentia com o tempo – sua renitência em aceitar sua inexorabilidade – fez com que se relacionasse com o passado com o impulso de posse: comprou direitos das canções dos Beatles e de Elvis Presley, casou-se com a filha do intérprete de Love me tender, construiu castelos com montanhas-russas, teve filhos em intercursos mais jurídicos que sexuais. Negar sua cor foi outra de suas obsessões, que o levou a sucessivos tratamentos e plásticas. Foi ficando branco e feio. Quebrou o espelho de Narciso e passou a viver uma vida plena de delírios de perseguição, reais e imaginários. (...)Autor do clássico da solidariedade pop, We are the world, Michael Jackson morreu confirmando que o mundo é um só, mas no que tem de pior: a sede de tornar tudo um evento. Ele não foi vítima, mas personagem de um tempo vazio, que o consumiu. Com seu talento, no entanto, ajudou a tornar tudo um pouco mais suportável e bonito” .

Hoje, um ano após a morte de Michael Jackson, circula pela internet as “50 razões para acreditar que Michael Jackson está vivo”.

Requiem aeternam dona eis.


Referências Bibliográficas

AB´SABER,Tales.Ruínas do pop.Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs0507200910.htm. Acesso em 5 jul.2009.
AGAMBEN,Giorgio.Profanações.São Paulo:Boitempo Editorial,2007.
AGAMBEN,Giorgio. ¿Qué es un dispositivo?
CAMARGO,Cleber. Disponível em Acesso em 5 jul.2009.
MORIN, Edgar. As estrelas – mito e sedução no cinema.Rio de Janeiro:José Olympio,1989PAULO,João.Por que ele não morreu. Estado de Minas , Belo Horizonte,26 jun.2009.–Caderno Especial,p.3.
SILVA,Carlos Eduardo Lins da.Os grandes homens Ronaldo e Michael. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om0507200901.htm . Acesso em 5 jul.2009.
VERÓN, Eliseo.Fragmentos de um tecido. São Leopoldo:Unisinos,2004.

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