terça-feira, 31 de dezembro de 2013

AMANHECEUS TARDIS - Pensamentos rasos a respeito de superfícies profundas


UM PITACO COM PÍTACO


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Sozinho – ou com a família reunida  ou com a companhia querida – você está pronto para entrar ‘bem’ em 2014. É o ano do cavalo, segundo o horóscopo chinês. Progressos e turbulências. E em qual ano eles não estavam ou não estarão?

Quem não vai ficar em casa vai viajar, vai para a casa de um parente, para o aconchego de um amor, para a contemplação intimista do mar deixando que as ondas, feito um ralador de queijos, arranque a crosta negativa e devolva seu corpo tão limpo quanto você deseja.

Claro que tem os que beberão outras águas. Os que vão navegar as tantas rotas de asfalto, as tantas trilhas de céu. Aos que voam e voarão, mesmo que não seja “nas asas da Panair”, boa viagem. Aos que trafegam e trafegarão pelo “chão preto” – com  sua face pintada de alertas ,com seus adereços de prevenção – a conversa é ‘diferente’. É política. E moral.

Diz o professor Clóvis de Barros Filho que a diferença entre uma prova de conhecimento e a vida é que a primeira tem um só gabarito. A segunda tem vários. Quer dizer, cada questão do teste possui apenas uma resposta. As questões da vida, cada uma, infinitas possibilidades e, pior, sempre contraditórias.

Ainda segundo o mestre da Universidade de São Paulo, “ só faz sentido pensar em política enquanto possibilidade de deliberação livre, autônoma e soberana sobre formas de convivência e organização da convivência que não são inexoravelmente definidas por nenhuma instância a priori “.

A questão é, não importa se sozinho ou acompanhado: você vai beber e dirigir?; você bebeu e vai pegar a direção de um automóvel?;você vai dirigir e beber simultaneamente?

Pois é, você que se intitula o paladino da justiça, o defensor da ordem, da democracia, da transparência, da lisura, do socialismo, do capitalismo, do MMA, da proteção dos animais, da salvação da África, que levanta a bandeira da execração da Fifa, que pede a absolvição ou a prisão perpétua de políticos(dependendo dos seus interesses ideológicos e fisiológicos- com especial atenção ao segundo) e até se inscreveu num banco de doadores de medula, decidiu que vai tomar “umas e outras”. “E f….-se o resto!”

Com você não tem problema. Sabe o que está fazendo. Não vai cair numa blitz. No seu entendimento as  fiscalizações só acontecem em pontos em que as equipes de rádio, jornal e televisão podem chegar sem que os profissionais precisem de diária e que dê tempo de voltar com a matéria para as respectivas edições de seus noticiários. “É pra inglês ver”, você ironiza enquanto abre mais uma latinha ou dá um ‘tapa’ no maltado ou na “pura da roça”.

É você é tão sacana quanto tudo e todos que você crítica, julga e pune. Até o instante em que se envolver num acidente – na maioria das vezes  provocado. Como você não usa as tintas da responsabilidade, do respeito com o outro (pois o de você para com você ficou no mictório daquela última parada), feito um cara-pálida com uma winchester  de rodas, sai por aí galopando na sua ignorância, no seu egoísmo, na sua irresponsabilidade.

Assim, ainda que seja ano do cavalo, você entrará em 2014 a mesma “besta”  deste ano que termina. E eu peço perdão aos muares. Ou, pior, como uma “besta morta”, “na contramão atrapalhando o tráfego”.
Antes de mais nada, não bebo mas luto todos os dias contra a vontade de fazê-lo. Reconheço que sou um doente alcoólico. Portanto, entendo o “drama”. Porém, como a sua decisão submete terceiros para uma situação de “dominação” , recomendo, “democraticamente,  que se adote e aplique  a lei de Pítaco.

Legislador grego(640 a.C/568 a.C), entre outras leis, criou uma para punir os “chegados num gole”. De acordo com o texto legal, se um bêbado cometesse algum ato de violência, seria mais duramente castigado do que se estivesse sóbrio. Determinação que recebeu o seguinte comentário de Aristóteles: “O expediente de Pítaco parece bem mais prático do que considerar o estado de intoxicação “ uma circunstância atenuante”. Vai que uma ‘coça’ com pau de aroeira não recupera a responsabilidade… Se o “bebum” estiver vivo, of course!

Lembrando Geraldo Vandré – a sua biografia será  escrita pelo jornalista e escritor Jorge Fernando dos santos  em parceria com a também jornalista, Edilma Dias – :  “Madeira de dar em doido/Vai descer até quebrar/É a volta do cipó de aroeira/No lombo de quem mandou dar”.

Alegrias em 2014!

DIARISTA


A LUZ


ENSAIO


LEILA FERREIRA, VIVER NÃO DÓI


LEILA FERREIRA, ESCRITORA


LEILA FERREIRA,JORNALISTA


MISTÉRIO!


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

sábado, 28 de setembro de 2013

PRISÕES



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Na varanda, atrás de altas grades de ferro com pontas afiadas feito espeto de churrasco, uma senhora, branquinha e muito magra, cabelos ralos e brancos, crocheta, ao que parece, um pano de mesa. E toma seu banho de sol, sentada  em uma cadeira.

Ao seu lado, no  piso de cerâmica, um canário belga engaiolado. A gaiola é velha e o passarinho, mais parecendo uma pelota de penas, não está muito disposto a firulas e cantorias. De vez em quando bica um bichinho pelo corpo. E toma seu banho de sol.

A senhora também não canta. Mas prende a linha nos pontos em cruz . À luz do sol, a linha vai desenhando uma outra coisa que se aprisiona. Que nasce presa.

A mulher, o passarinho, a linha e seu novo desenho, todos tomam o sol da manhã. O sol da manhã, da sua cela, abre pequenos caminhos até as almas do canário, da velhinha e do pano de mesa.

O esquentadinho enche todos de alegria. Mais liberdade que isso, causa-lhes preguiça, esforço desnecessário. Qualquer coisa, a senhora muda a cadeira de lugar, leva a gaiola junto. As grades, contudo, continuarão no mesmo lugar.

GERALDO ELÍSIO


LEILA FERREIRA

                                                           "Viver dói."

ENTREMEANDROS


domingo, 1 de setembro de 2013

"SÓ,SOZINHO"



O despertador do celular toca. Zeca Baleiro canta que  ”estava só, sozinho”. Manhã de outono, manhã de trabalho, muitas coisas para fazer. Lá fora, sol e nuvens brincam ao sabor de um vento frio. Mas uns minutinhos para mais debaixo do cobertor não vai mudar a ordem natural da vida.

Adiantar ou atrasar o nosso dia de viver? Não sei se a gente para e pensa e decide isto. A gente repete isto. Levantei cedo, estou atrasado, vou perder alguma coisa, vou esperar demais outra. Tantas são as vezes que pulamos da cama por obrigação, por compromissos, sem  a chance de virarmos para o canto, suspirarmos e tirar mais um sono. É comum a gente deixar a gente “só, sozinho”.

No outono, natureza na sua instabilidade, a sensação de recolhimento bate à porta. Prestamos a atenção em coisas banais. O vizinho que se senta ao sol, os meninos e a algazarra no caminho da escola, o som das turbinas de um avião, o rádio ligado em uma casa distante, pássaros, o tic-tac do relógio, os livros na estante, os porta-retratos e as pessoas ou lugares emoldurados.

Quem não atenta para isto, sai para o mundo “mais sem graça que a top modelna passarela”, num desfile anônimo, vestido de rotina e daquela falsa certeza de que vai e volta.

Vale sempre uma transgressão nesta nossa ordem geral. Os outonos são muito bons para abrirmos as janelas da casa,da alma. Ainda que aquelas folhas românticas que os livros contam que caem das árvores não sejam mais observadas, elas caem de verdade. É que a gente, “só, sozinho” caminha sem olhar. Por obrigação, sem prazer. Quem sabe uma viradinha para o canto, cobertor puxado para cobrir a cabeça e mais uns trinta minutos não ajudam a melhorar a nossa performance.

FIAPOS


JÚLIO MARGARIDA

                                "Ter sucesso é ter o que o outro tem.
                                  Mesmo que não sirva. "

segunda-feira, 22 de julho de 2013

domingo, 30 de junho de 2013

SOZINHA


A MORAL DE ÓCULOS ESCUROS


A MORAL DE ÓCULOS ESCUROS

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Em São Paulo, uma quadrilha invadiu a casa de bolivianos, roubou-lhes o dinheiro que tinham guardado. Insatisfeitos com o valor, exigiram mais em troca da vida do filho do casal, de cinco anos. O menino chorou e implorou para não ser morto. Foi. É a ‘esperança de um futuro melhor’ a se oferecer  para tantas outras crianças?

Em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, quatro funcionários de um parque de diversões estupraram e mataram uma jovem de 14 anos. Esse é o lazer disponível para tantas outras ‘meninas’ ?

Um jovem, salta o vão entre as duas pistas de um viaduto e morre. Esse é “o salto para o futuro” que aguarda tantos outros ‘meninos’?

Com certeza que R$ 0,20 centavos não atenuam esses dramas. Com certeza que reuniões de bancada também não. Com certeza que agendas populistas e midiáticas, que exibam o povo ultrapassando as trincheiras fisiológicas e conversando com o “poder constituído”, também não.

Com certeza que  também não: milagre; abaixo-assinado; caminhada pela paz; camisetas estampando o rosto desses mártires de outono vestidas por anônimos e celebridades de ocasião; sermões e pregações; tolerância zero; rigor no cumprimento da lei; lei mais severa;…

Pensem o que quiserem – pois é um direito/dever pensar – mas, se não houver uma reforma moral, estamos fadados a fugir todos para dentro do FB e deixar que os algozes excluam nossos perfis e com um control/alt/del, executem as nossas vidas virtuais. Esta, que nos emociona, faz ferver o sangue, gosta de beijos e abraços, dinheiro no bolso e cerveja gelada, celular da moda e english conversation está fadada a despencar num precipício de iniquidades e violências sem fim. O buraco do vandalismo é mais embaixo.

Não dá para virar as costas e admitir que “a vida é mesmo assim”. Se é, pqp!, que m…. de vida! A gente não precisa ser gentleman de filme de etiqueta. Agora, pré-histórico moral, é f…! Aos que estão no e em poder, prestem bem a atenção em suas atitudes e seus pensamentos. Procurem observar nos olhos daqueles que fazem parte dos seus círculos de amizades e de convivência. Se todos, todos mesmos, são cúmplices das suas irresponsabilidades – para evitar uma expressão menos tolerante – saiba que os olhares meus e dos meus estão a vigiá-los e, um dia, nos encontraremos. Não se preocupe, será na claridade. Se vocês temem a luz, venham de óculos escuros. Será mais fácil reconhecê-los.

Não é um apelo, é uma observação.

JOSÉ UEMOTO

                                            "O cinema foi minha vida !"

sábado, 15 de junho de 2013

A MENINA NA TELA

ENTRE
Na tela do computador, espécie de ‘janela do mundo’, a mocinha conta as novidades que acontecem do ‘lado de lá’. A menina é “do outro mundo”. Do mundo vivo, dinâmico, babélico e cúmplice em agrupar as pessoas ‘sozinhas’ que transitam por aí.

Li, numa postagem do Ricardo Durães, que “solidão não é estar sozinho, é estar vazio”. O olhar da moça, ainda que tomado de um sono – que quer dormir depressa para que possa acordar mais rápido –, é repleto de novas maturidades, de uma nova pessoa nascendo ali dentro daquele corpo diminuto e frágil. Pequeno e cheio de energia, se preparando para os outros enfrentamentos que se apresentarão, que avisa aos ‘navegantes’ sob os ‘mistérios do mar’ e a liberdade das águas.

A fala é segura, as reflexões ora de uma pertinência de monge, ora de um frenesi da alma. Não é mais a ‘princesa’, escondida na torre,  assistindo a vida passar. Agora é a ‘senhora do castelo’ e a sua vida, naquilo que é de seu direito, ela mesma comanda. E se alegra. A melhor expectativa de nós é o que queremos – e lutamos e conquistamos – para nós.

Na verdade, não está sozinha. Encontra-se ao lado de si mesma. Entendendo que, lá, não existe a opção de “não ir”. De que lá, não tem quem possa ir por ela. De que lá, o mundo é ela e está nela.


Na tela do computador, as aulas carinhosas de como andar por aí. E ser feliz neste pequeno grande mundo.

ESTRELA


FILÓSOFO


quinta-feira, 30 de maio de 2013

SUGESTÕES


RÚBIA

                                       "Quando isso tudo acabar?"

LUIZ com Z

                                    "Eu honrei meu pai e minha mãe"

sábado, 27 de abril de 2013

domingo, 21 de abril de 2013

TIRANDO RETRATO


A gente cisma de sair 'recortando' a vidinha. Mexe daqui, mexe dali e 'copia' esse recortado. Tem uns que a gente gosta tanto que quer mostrar para os outros. Se é assim com você, então dá um curtidinha na página e repasse aos amigos. Vai que de um gostar aqui, um gostar ali juntamos nossos recortes num mesmo retrato.
Entre uma esquina e outra, um clique. Ora com o olhar, ora com o equipamento. O que os olhos clicaram eu guardei no coração.O que o equipamento registrou, eu divido com vocês.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ERICA

                                "Eu não tive a boneca que eu quis..."

quinta-feira, 11 de abril de 2013

BULAS


BULAS


RECEITA



TSKF Barro Preto

                                  "Equilíbrio em todos os sentidos"

domingo, 31 de março de 2013

MESTRE GABRIEL

                              "Eu sou feliz...inconformado,mas feliz!"

terça-feira, 26 de março de 2013

LIDELSON "Tio Liu"

                            "É uma forma de Deus conversar comigo"

sábado, 23 de março de 2013

BERNARDO

                                            "A vida me chama e eu vou"

segunda-feira, 18 de março de 2013

VAMOS AMAR JUNTOS?


VAMOS AMAR JUNTOS?

BARCO
Casados há 31 anos, Kay e Arnold convivem sob o mesmo teto e dormem em quartos separados. Os filhos se foram, cada um seguindo o seu destino. Na comemoração do trigésimo primeiro aniversário, o casal se dá, de presente, uma nova assinatura de tv a cabo. Nos anos anteriores, geladeira, aquecedor novo…

A rotina é essa e o romance se perdeu em algum dos corredores do desencanto. A mulher, contudo, resolve ir à luta em defesa do amor, em busca da paixão perdida, do “felizes para sempre”.

Revelações, desabafos, fantasias sexuais, tesões reprimidas ou repreendidas, um “sexo mais ou menos” e o “isso acontece com todos os casais que chegam nessa fase do relacionamento” desenham os sentimentos dos dois. O marido, mais turrão, acredita que não existe uma fórmula, mágica que mude a ordem natural das coisas.

A esposa, ao contrário, ainda que ame, muito, o seu companheiro, não se dispõe a aceitar essa “ordem” e decide pela sua felicidade. Ainda que essa lhe custe a separação.

Evidentemente que o roteiro de “Um divã para dois” (Hope Springs) tem um outro desfecho. O importante é que o amor e a esperança sobrevivam. Ou floresçam.

Nossas relações são assim, idas e vindas, estacionamentos. Muitas vezes, navios no mesmo mar com tempestades diferentes, direções contrárias, cargas distintas. A cada navegação, a estrutura se desgasta , o motor consome mais combustível, o mar ora   é calmo demais, ora é intransponível.

A mão que se distancia da outra é a âncora que se rompe da corrente. O coração fica à deriva. Amar é uma rota que requer competência para compreendermos que podemos até ser bons navegadores, mas que não somos donos das águas. E delas, quase nada sabemos.

Viver um projeto de amor e de companhia pede cumplicidade na leitura das cartas náuticas, compreensão dos muitos mapas do tesouro, diplomacia nos motins, coragem diante dos piratas, uma praia paradisíaca para se descansar e saborear, entre beijos e carinhos, a sensação de que somos os donos do mundo.

E , sempre que possível, há de atracar-se para revisar os cascos, lubrificar os lemes, costurar as velas e hastear, no mastro principal, a bandeira da paixão. Debruçar na murada e cantarolar, feliz feito uma gaivota, ela vem chegando/e feliz vou esperando/ a  espera é difícil/ mas eu espero sonhando(…)/pois menina bonita/é um céu azul/é um colírio/é um mar de rosas/é olímpica sua beleza/ela é alegria/da minha tristeza.”

Pois que amor e mar, quando se entendem…

PARA QUE SEJA SEMPRE POESIA


PARA QUE SEJA SEMPRE POESIA*

Amanhece um dia de sol mas o frio ainda é o principal pedestre a circular pelas ruas silenciosas de uma cidade que não me é estranha. Contudo, nossa reaproximação ainda tem alguns resquícios de desconfiança, uma pequena inveja de ambas as partes(eu ao observar seus tantos morros que ‘escondem’ outras tantas e diferentes ‘cidades’; ela ao me observar em circulação, alegre e feliz feito pinto no lixo). Mas estamos, um no ‘interior’ do outro.

Na avenida preguiçosa e sonolenta, imagino ver o meu amor surgir em uma esquina distante e dizer, “voltei”. Tomo sua mão, beijo-lhe o rosto, afago seus cabelos e saímos abraçados para dentro de uma neblina que brinca de correr da gente.

Prefiro a percepção poética de mais um dia de trabalho. Longe de casa(e dos meus), há menos de uma semana – mas que durará sessenta dias, talvez setenta – prefiro compreender que as  distâncias – não importam as extensões – são possíveis de vencer. Como diz um provérbio chinês, “onde existe vontade,existe um meio”.

“A minha casa fica lá detrás do mundo/Mas eu vou em um segundo quando começo a cantar/E o pensamento parece uma coisa à toa/Mas como é que a gente voa quando começa a pensar”, comenta Lupicínio. A minha vontade/saudade de amor, o meu desejo de casa(e dos meus) encontram no pensamento ‘avoante’ seus meios de realização.

Que a poesia voe entre seus olhares, entre seus pulsares,entre suas tantas vontades. E que a sua vontade de ser sempre ser prevaleça. Este é o maior ‘meio’.

*Fotografia:SAMUEL TIMÓTEO QUINTANILHA

domingo, 3 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

EMBARQUE!


           Programa "Cidade da Gente" - Série "Colômbia surpreendente"
                                           Cartagena - 1a. parte

EMBARQUE!


                     Programa "Cidade da Gente" - Cartagena - 2a. parte

CONTOS DE FADAS


CONTOS DE FADAS

A moça rompeu um relacionamento. Melhor, quem queria o rompimento era ele. Mas, no melhor estilo Eastwood, deixou que ela chegasse a exasperação – ou desilusão, desânimo,desencanto, desgosto, descrédito, tanto faz – e tomasse frente. Acabou!Belémbelém,nunca mais te quero bem!

Para não deixar a autoestima se arrastar para o lixo das desventuras de amor, levantou, sacudiu  a poeira, deu a volta por cima e uma rasteira no passado. E vamos em frente!

Linda, ela. Jovem com os primeiros sinais do amadurecimento, olhos penetrantes, corpinho de afogar sereia, sedução, luxúria e uns tantos outros atributos qualitativos que lhe garantem um lugar ao lado de quem quer ser feliz amando e sendo amado.

Nessa lista, o nome dele. Que nem se fez de rogado. Tão logo a gracinha lhe contou o ocorrido, adiantou-se em  dizer que se fosse mais novo arriscava bater na porta da casa dela. Se deixassem entrar, só sairia com ela nos braços. Ou dentro de um caixão, se a conversa de amor eterno não vingasse. Mas a idade dele estava mais para pai dela do que para seu cavaleiro andante. Que ela encontrasse logo o seu príncipe encantado, desejou. De coração.Mesmo que enfeitiçado na forma de sapo em busca de um beijo salvador, retocou com uma dose de fantasia.

A ‘desprezada’ achou graça, que ele não era tão velho assim, que o pai dela tinha mais de sessenta e que ele, o galanteador, devia estar na casa dos quarenta…e poucos. Aí quem riu foi ele, “cinquenta e poucos você quer dizer”. E ela não riu e afirmou que “não tem nada a ver” – ou “haver”, dependendo das circunstâncias.

Nesse rumo, o ‘pai’ avisou que era um chato, insuportável ao ponto de não se olhar, certos dias, no espelho. A donzela confidenciou que acontecia-lhe o mesmo.

Então, antes que a encantadora criatura viesse até ele para resolver o impasse, o cidadão coaxou um “tchau” e voltou para debaixo da pedra.

sábado, 5 de janeiro de 2013

PAREDES



Me pergunto qual é o tamanho das minhas paredes?Altura?Largura?Espessura? Foram – ou estão sendo –  construídas para me proteger e aos meus? Para guardar os bens  materiais que acumulei – e estou acumulando – nesta minha passagem por estas terras?Para colocar cercas elétricas – ou cacos de vidro, ou ferros ponteagudos – no alto e cães ferozes do lado de dentro como garantias adicionais da minha fortaleza, erguida para me proteger e aos meus?

E se ergo paredes ao meu redor apenas para não ver os horizontes, para recolher minha covardia e mudar meu egoísmo de gaveta, enquanto invento uma desculpa para não ver,não falar,não ouvir ninguém? Será que neste compartimento não se acumula apenas pó, inutilidades, quinquilharias ainda nas embalagens, tecnologias de museu, as falsas conexões com o mundo e os meus sentidos desconectados da vida, circulando pela banda mais estreita da sobrevivência?

Altas demais para a nossa esperança e diminutas para a nossa soberba e nosso cada vez mais ranhento estranhamento com o que está ao nosso redor, as paredes nos impõem a disciplina de só olhar para baixo, de andarmos curvos e suspirantes de desânimo ou ansiosos e temerosos de que elas possam ruir e nos soterrar.

Menos enter e mais entre. Menos del e mais mel. Menos mapas e mais estradas.Menos quem sabe e mais eu vou.Menos amanhã e sempre agora. Com a alma armada e apontada para a cara do sossego, tomando de empréstimo a confissão do Rappa, ame mais.

Ame mais a si mesmo, ao amor do lado, aos amores em volta. Ame sua terra,ame seus sonhos,ame o dia de hoje “como se não houvesse amanhã”, sugere Renato Russo.Compre menos tijolos e mais bolo de chocolate, pão de queijo com linguiça.Compre um par de meias com listras amarelas e azuis e uma camiseta onde se lê que “amar se aprende amando”.Viaje.Ipoema,Senhora do Carmo,Santa Maria do Itabira,Itabira,Belo Horizonte,Piumhi,Itaú de Minas, Araçuaí, São Roque de Minas, Porto Alegre,Rio Branco,Cruzeiro do Sul,Xapuri,Brasília,Rio de Janeiro,São Paulo,Buenos Aires,Nova Iorque,Ulaanbaatar,Paris,Veneza,Londres ou Tirana.

Na bagagem da vida, leve apenas a felicidade. Na bagagem de mão, a paixão.

ACREANAS


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O QUE EU ASSISTI EM 2012


SYRIANA
BROADWAY DANY ROSE
BANANAS
O QUARTO DO FILHO
MILK
CRIMES E PECADOS
NEBLINAS E SOMBRAS
VIDAS AMARGAS
MONSTROS S/A
GARFIELD
A DAMA OCULTA
MAMÃE FAZ CEM ANOS
O FILHO DA NOIVA
MAIS QUE O ACASO
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
SANEAMENTO BÁSICO
ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO
MADAME BOVARY
ADEUS,MENINOS
DEU A LOUCA NOS BICHOS
O BATEDOR DE CARTEIRAS
ROMA,CIDADE ABERTA
ACOSSADO
A REGRA DO JOGO
MAMMA ROMA
A LIBERDADE É AZUL
LILLI MARLENE
O ÚLTIMO TANGO EM PARIS
TOLERÂNCIA
A COR DO PARAÍSO
SODOMA E GOMORRA
CORALINE
ÁGUA PARA ELEFANTE
A MULHER DE PRETO
BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR
OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES
CURVAS DA VIDA
O DISCURSO DO REI
HOMENS DE PRETO III
360
A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO
A FORÇA DA AMIZADE
INTOCÁVEIS
COSMÓPOLIS
ROB ROY
TROPA DE ELITE 2

O QUE EU LI EM 2012



 NO PAÍS DAS SOMBRAS LONGAS - Hans Ruesch
TRÊS MULHERES – Robert Musil
CONTOS RUSSOS
A METAMORFOSE – Franz Kafka
ESTÓRIAS ABENSONHADAS – Mia Couto
STEVE JOBS
CADA HOMEM É UMA RAÇA – Mia Couto
HISTÓRIA DA FILOSOFIA – Bernardete Siqueira Abrão
RUA DESCALÇA – José Mauro de Vasconcelos
SARGENTO GETÚLIO – João Ubaldo
O LOBO DA ESTEPE – Herman Hesse
RAGTIME – E.L.Doctorow
NOS BASTIDORES DO PINK FLOYD – Mark Blake
HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS – Edgar Allan Poe
CLINT EASTWOOD (NADA CENSURADO) – Marc Eliot
O ESTRANGEIRO – Albert Camus
OS JORNALISTAS – Honoré de Balzac
ORGULHO E PRECONCEITO – Jane Austin
O RETRATO DE DORIAN GRAY – Oscar Wilde
VAMOS ACENDER O SOL – José Mauro de Vasconcelos
A PAIXÃO PELOS LIVROS
UMA DUAS – Eliane Brum
CLUBE DOS ANJOS(A gula) – Luís Fernando Veríssimo
DEVORANDO SHAKESPEARE(A décima segunda noite) – Luís Fernando Veríssimo
DOIS IRMÃOS – Milton Hatoum
ENTRE DUAS SOMBRAS – Luigi Pirandello
O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO – J.D.Salinger
O ANALISTA DE BAGÉ – Luís Fernando Veríssimo
O DIÁRIO DE UM BANANA (A gota d´água) –Jeff Kinney
OS CAVALEIROS DE PLATIPLANTO – José J.Veiga
PAN – Knut Hamsun
UM LUGAR NA JANELA – Martha Medeiros
DIÁLOGOS IMPOSSÍVEIS – Luís Fernando Veríssimo
O TEMPO E O VENTO – O Continente I – Érico Veríssimo
O TEMPO E O VENTO – O Continente II – Érico Veríssimo
KUNF FU – Um caminho para a saúde física e mental – Gabriel Pires de Amorim
SOMBRA DE REIS BARBUDOS – José J.Veiga


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