quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

TERAPIA


ENERGIAS


domingo, 21 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TRÂNSITO E TRANSEUNTES


EMPREENDEDOR


TERAPIA

http://vanderleitimoteo.wordpress.com/2014/12/19/terapia/

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

A FOLIA DO BARRO


RUBINHO DO VALE


GRAZIELA CRUZ


CHICO LOBO


MERCEARIA PARAOPEBA

http://videos.r7.com/achamos-em-minas-mercearia-centenaria-tem-de-tudo-em-itabirito/idmedia/5390a94f0cf253aa141f19f0.html

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A MENINA QUE É LUZ


LUCIANA KATAHIRA

A MENINA QUE É LUZ
“Luz do sol,
Que a folha traga e traduz,
Em verde novo
Em folha,  em graça, em vida, em força, em luz…”

Assim Caetano Veloso saúda a luz do sol. E com os versos tomados de empréstimo ao Poeta, vai aqui a minha saudação à Luciana Katahira e sua estreia na Record Minas, com o quadro “Achamos em Minas” que é exibido dentro do programa Balanço Geral, apresentando pelo Mauro Tramonte.
Pois Luciana, em ver de novo você, luz do sol nesse sorriso único, na televisão é, com certeza a tradução em graça, em vida, em força.

O grande ‘achado’ da Record, em Minas, é você! A seguir, quem haverá de encontra-la será o Brasil, o mundo. Você é uma menina do mundo, uma jornalista em viagem. Essa viagem boa que o Universo oferece para alguns seres humanos especiais.

O Balanço Geral, com um mineiro de qualidade, camarada do bem (ora tímido feito pardal em festa de avestruz, ora ‘jocoso’ nas falas de duplo sentido, matreiro e reflexivo diante dos acontecimentos ao redor) o Mauro Tramonte de Poços de Caldas,  ganha muito de mineiridade com o “Achamos em Minas”.

Então, Katahira, os 15 anos são como um flash. Deram nisso, nessa conquista. Os 15 anos são uma faísca de sol. Permanentemente acesa quando você sorri e seus olhos dizem que é de felicidade.


WALDIR SILVA - "O cavaquinho apaixonado"


MÁRCIO GREICK - "Sempre romântico"


quinta-feira, 8 de maio de 2014

RÚBIA E O AMOR PELA VIDA

Rúbia e o amor pela vida

RÚBIA
RÚBIA E O AMOR PELA VIDA

Me reencontro com a Rúbia meses depois de gravar com ela uma conversa(a segunda desde que nos conhecemos) sobre sua vida, sua trajetória pessoal e profissional, seus planos e, o melhor de tudo, seus sonhos.https://www.youtube.com/watch?v=OOKH4OD1E0A .

É um encanto de pessoa essa lindeza de Lagoa da Prata, Minas Gerais, filha do doutor Renato e da dona Sônia. É um exemplo de quem soube – e sabe – aproveitar as oportunidades que a vida oferece sem precisar mudar a maneira de ser. É uma pessoa nota 10 que nos envolve pelo jeito carinhoso de nos tratar, pelo talento único de nos encantar com seu sorriso, suas histórias, suas palestras e sua experiência de educadora infantil.

As histórias são tão importantes para ela que deram origem ao seu primeiro livro “1,2,3 contos de uma vez”, lançado pela editora Uniduni, com ilustrações de Rubem Filho.

LIVRO DA RÚBIA

É um livro mágico, comovente. Para quem tem o privilégio de conviver com a autora, a leitura do livro nos dá a impressão de que ela é quem este  narrando, ao vivo, para nós. Aos pais que gostam de ler histórias para os seus filhos – ou presenteá-los com boas publicações e aos professores e educadores que fazem de um bom livro ferramenta de seus projetos pedagógicos, o “1,2,3…” é indispensável.

Qual a razão? É que mais do que belas histórias, são textos de amor pela vida. Amor do qual uma menina de Lagoa da Prata é um dos grandes exemplos.

Para saber como adquirir o livro, entre no site http://www.rubia.com.br/  ou no facebook https://www.facebook.com/rubia.mesquita.9?fref=ts .

"ETA VIDA BESTA,MEU DEUS!"...E TÃO BOA!


sábado, 29 de março de 2014

"MEU MUNDO CAIU"

“Meu mundo caiu”

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“MEU MUNDO CAIU”

Acredito que isso aconteça com todo mundo mas nem todo mundo dá a devida atenção. Estou falando do tal do pressentimento. Aquele sensação que começa dentro da gente como a história da morte de um parente que nos é comunicada a partir do fato de que ‘o gato subiu no telhado’. Pois é, de vez em quando, a vida resolve avisar que um gato subiu no telhado e o melhor é a gente se prevenir. Tanto para o melhor quanto para o pior. E, por favor, não culpem o gato. Sabe aquele negócio de que ‘aí tem’.

Maysa, a inesquecível e inebriante Maysa, ao compor “Meu mundo caiu” pressentiu alguma coisa. E ao que parece, ainda que tão simples seja a letra, a pancada foi forte. Não subiu apenas um gato no telhado. Foi uma gataria. E o que veio depois se fez canção( http://migre.me/hYl1k).

Pior é quando temos um pressentimento e nos atrevemos a ir contra a maré. O ‘capote’ é certo. Vamos ralar na areia e beber água salgada. E muito pior ainda é se estamos sendo atraídos para uma armadilha e não nos defendemos. Tem gente que proclama-se herói mas pede um tempo para lixar as unhas enquanto estamos afogando. E juraram que a piscina “dava pé”.

O “mundo cai”, a gente também. Em cada queda vem alguma coisa para nos soterrar até que não encontramos mais salvação. Nem na MPB.

AMANHECEUS TARDIS - pensamentos rasos a respeito de superfícies profundas


quarta-feira, 12 de março de 2014

CELEBRAÇÕES

Celebrações

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CELEBRAÇÕES

Falar é fácil. Eu sento aqui em frente ao teclado, abro a mala de ideias, o coração de simpatias e deito a dizer é assim, é assado. Escrevo pensando num problema, procurando uma solução, prospectando cúmplices para uma nova tramoia. Expectativa de diminuir certas zaragatas(palavra que me foi apresentada pelo Saramago no livro “Clarabóia”) na minha vida. Como não sou egoísta, gosto de repartir o ‘pão’.

O segredo, entendo eu, vai  na toada do “Todo dia é dia e tudo em nome do amor/Essa é a vida que eu quis”. Nada melhor do que ouvir o amor, ver o amor, deixar que o amor opine, oriente e, sempre que possível, decida. Receber (e retribuir) com alegria o bom dia de quem gosta de você. Tomar um café ,  ouvir uma melodia pacificadora de almas.

Respiro fundo, reconheço que sou amado e amo. Quero saber dos amigos – “que notícias me dão de você” . Quero saber de viver. Escrever é uma das melhores atividades que escolhi para usufruir da vida.
Colho bons frutos e confirmo que “(…)o céu/Faz tudo ficar infinito/E que a solidão é pretensão de quem fica/Escondido fazendo fita”.  “Fazendo fita” ou muxoxo para as tantas possibilidades que se apresentam do outro lado (o de fora) da janela.

Do “lado de fora da janela, gosto de ouvir “meu amor”, “vovô”, “pai”, “meu filho”, “tio” (é , eu tenho sobrinhos , um tanto, cada qual mais lindo que o outro),“meu amigo”, “irmãozinho”, “amiguinho”, “velhinho”, “capitão”, “mestre”, “camarada”, “seu fdp”(no bom sentido!), “Aguinaldo”(uma brincadeira do Antônio Achilis), “poeta”, “ filósofo”, “doidão”, “cabeludo”.

As palavras, como o amor, também fazem uso de mim para se revelarem e aos seus sentimentos. Pois aprendi que as palavras sentem e que só conseguem expressar isso se a gente as reúne.  Linda, por exemplo. Linda é a pessoa que reparte comigo o ‘pão’ de outras palavras.”Linda/E sabe viver/Você me faz feliz/Esta canção é só pra dizer/E diz/Você é linda/Mais que demais/Você é linda sim/Onda do mar do amor/Que bateu em mim”.

Escrever é meu navio, sua leitura é o meu mar. Costuma ser revolto, costuma ser calmaria. Ora azul, ora verde. Pode ser profundo, pode ser mais raso. Escuro ou transparente. Só não é morto.
Escrevo em favor da sua companhia. Escrevo para que o meu dia seja sempre feliz ao seu lado. Então,”Quero que você me dê a mão/Vamos sair por aí/Sem pensar no que foi/que sonhei/Que chorei, que sofri/Pois a nossa manhã/Já me fez esquecer”.

ARISCO


NUVENS


quinta-feira, 6 de março de 2014

AMANHECEUS TARDIS. PENSAMENTOS RASOS A RESPEITO DE SUPERFÍCIES PROFUNDAS.


AO PÉ DE OUVIDO

Ao pé de ouvido

ABELHA NO LÍRIO

AO PÉ DE OUVIDO

Nem sempre somos tão prolixos quanto parecemos ser. A gente, antes de enfrentar o perigo, pensa, repensa, comenta com um, vangloria-se com outro, bate no peito, diz que é o “bom da boca” e que “escreveu não leu, o pau comeu”. Aí!

Na hora ‘agá’, do ‘fala que eu te escuto’, a gente engasga, engole o pequi , tosse a farinha, evite o embate. No máximo, tentamos transferir o problema para o outro mas –  aqui está a manha da safadeza – ou da covardia – com todo o carinho, cheio de metáforas e pranchas e escovinhas. Alisamento progressivo para não tomar uma arranhada volveriniana de volta.

O mais comum é a gente suspirar, dizer que perdeu o apetite, andar em papel de arroz, dar uma encostadinha de leve, soltar uma piadinha, perguntar como vai um parente, como vai a vida. E, se não nos mandam ir para, temos a chance de perceber que pequenos diálogos, todos os dias, regulamentados pelo carinho e pelo respeito, podem resolver muitas coisas. Mesmo que seja um discurso indireto. Se é honesto, do coração, acaba um sucesso!

E então a gente enche o peito e volta a ser feliz de novo!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Amanheceus Tardis. Pensamentos rasos a respeito de superfícies profundas


QUAL É O SEU LIXO?

Qual é o seu lixo?

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QUAL É O SEU LIXO?

As duas mocinhas, carinhas de candidatas a modelo e branquinhas, sentadas lá no fundo do lotação, conversam o domingo enquanto lancham. Uma, a do canto, come um pão de queijo, retirado de dentro de um saco de papel e bebe um achocolatado. A outra, a da beirada, que me olha com cara de maus bofes, bebe um suco de frutas.

O diálogo, entre uma mastigada e uma sugada, gira ao redor de namoro, namorado, coisas do tipo ” e ele sai de cueca pela casa”, “eu tô bem, você tá bem? então tudo bem”, e um “eu te amo” enviado numa mensagem de celular.

As jovens trabalham na mesma empresa. Vestem o mesmo uniforme. Blusa azul escuro com detalhe em vermelho na gola e nas mangas. E rosinhas aplicadas, três na gola, uma em cada manga. Simetria oriental. “Do lado esquerdo do peito”, mas não “dentro do coração” lê-se o nome da organização para a qual as jovens prestam serviço: “Stilo”.

A discussão agora é sobre as tais declarações de “eu te amo”. A do corredor adora quando o namorado diz que a ama. A do lado, irritada, talvez por não ter um namorado ou por ele não fazer declarações de amor, acredita que é preciso “tomar cuidado” com esses excessos, “nem sempre dá  pra confiar”.

Aí, acaba o lanche. A irritada coloca a embalagem do achocolatado dentro do saco de papel e segura. A amiga enfia a embalagem do suco dentro de uma repartição da bolsa. Até que numa curva, a primeira lança pela janela o saco de papel e a caixinha do achocolatado. Gesto que é repetido pela companheira de trabalho.

Depois, jogam os cabelos para trás e apoiam as cabeças no encosto acolchoado. Merecido cochilo. Sem estilo. E sem educação.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

sábado, 8 de fevereiro de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

"NA PAZ DO SEU SORRISO"

“Na paz do seu sorriso…”

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“NA PAZ DO SEU SORRISO”

Lá vou eu, manhã de sol, perdido em pensamentos rua a fora. Não montado num cavalo. De “a pé” mesmo, como diz o povo da roça. Aguardo respostas, priorizo perguntas, administro saudades antecipadas, conto notas e moedas, risco  itens da lista de compras, suspiro diante das decisões prementes, procuro um ombro, olho o céu azul de mais um dia ensolarado. Na precisão de navegar, aqui vai eu, nau com rumo por mares outra vez navegados.

No meio do quarteirão encontro o Francisco varrendo a  calçada, jardinando suas flores. Vê-lo significa ganhar um sorriso, ser chamado de “campeão”, reformular certas intenções, admitir o que precisa ser compreendido. Não temos uma intimidade que nos permita sentar no meio-fio e confabular destinos. Mas as idades são próximas e isto funciona como o nosso Itamaraty de subúrbio. Sem protocolos, salamaleques e fricotes, nossas agendas são rápidas. E simples. Muito simples. Agenda de homens amadurecendo, de pais, de avós.

Meu vizinho para o que está fazendo e diz que segue fazendo aquilo que pode. O que não pode, não faz. O que não pode hoje, poderá amanhã. Se aqui ele estiver. Ou depois de amanhã. Se ele continuar aqui. Importa que o de hoje seja feito com cuidado e responsabilidade. Da maneira mais simplificada possível. Honesta. Proveitosa. Feliz. Em paz. Para completar, um riso gostoso que anima o bairro inteiro.
Em paz.

É preciso estar em paz para enfrentar saudades e ausências. É preciso estar em paz para solucionar conflitos. É preciso estar em paz para evitá-los. É preciso estar em paz para dizer eu te amo. É preciso estar em paz para ouvir adeus. É preciso estar em paz para afortunar-se. É preciso estar em paz para repartir a escassez. É preciso estar em paz para usar a palavra. É preciso estar em paz para ser usado por ela. É preciso estar em paz para ambicionar. É preciso estar em paz para partilhar. É preciso estar em paz para nos vermos pacíficos. É preciso estar em paz para perceber a paz ao nosso redor. É preciso estar em paz para que o outro nos ofereça a dele.

É preciso estar em paz para trilhar um caminho ou mudar de estrada. É preciso estar em paz para interromper a caminhada e prestar atenção nos tantos risos e tantos Franciscos que não nos abandonam.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ENCANTADOS

Encantados

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ENCANTADOS

Eles se conheceram do modo mais comum, igual a maioria dos iguais mortais que andam por esta Terra que anda por esse espaço. Encontro causal, no trabalho.

E o comum, o bom do que é comum, é quando ele se transforma no incomum, em um dos mais significativos momentos da vida. Foi assim com os dois. Ela entrou na sala acompanhada de  sorriso e gentileza e beleza e um par de tornozelos – tudo embalado numa linda saia preta e uma blusa vinho – e ele foi para o vácuo. Entrou em estado de suspensão. O mundo passou a ser apenas aquele olhar hipnótico e aquele “bom dia” que era um acorde do flautista de Hamelin.

Aí, o ‘encantado’ tornou-se prova cabal de que a ficção imita a realidade. Ou a realidade é que dá graça à ficção. O importante mesmo é que agora  ele não precisa aprender para ensinar os mistérios do mundo. Eles acabavam de ser revelados ao seu coração por aquela ‘deusa’, aquela mônada que numa única exceção abria uma porta para que o amor dele entrasse e nunca mais saísse de dentro dela.

Um dia , atrevido e amando, ele pega uma carona. Erraram a rota. Retomaram o caminho certo.Trocaram confidências,toques de mão. Ritual de flor e macarrão. A dama e o vagabundo em milhões de quadros por segundo. E no dia em que fizeram amor pela primeira vez, o para sempre apaixonado jurou viver com ela e ao lado dela enquanto ela assim o quisesse.

E tudo em volta assim o quis. E eles assim estão.

AS CORES DO MUNDO


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

REFLETIDOS


POSSIBILIDADES

Possibilidades

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POSSIBILIDADES

Se for possível…
…viva sem se matar;
…ame sem sofrer ;
…conquiste sem tomar;
…reparta sem esconder;
…abrace sem fingir;
…sorria sem doer;
…ouça entendendo;
…fale conversando;
…compre o necessário;
…que o necessário se traduza em felicidade;
…que o desnecessário não cause infelicidade;
…não perdoe, apenas esqueça, para que o outro saiba que nada lhe magoa;
…junte-se aos cúmplices mas não formalize uma quadrilha;
…dê notícias mas evite ser manchete;
…diga é nosso para  que todos saibam que  é de ninguém;
…que a verdade não aponte sua mentira;
…que o dinheiro não prenda você no cofre;
…que a pessoa ao seu lado seja companhia, nunca carrasco;
…que um dia ruim não estrague todo o seu calendário;
…que um dia bom o seja para toda a vida;
…que seus pais sejam suas raízes;
…que seus irmãos sejam também frutos;
…que seus filhos e seus netos sejam outras sementes;
…que seus amigos estejam ao seu lado quando você não precisar deles;
… se eu precisar, você não se esconda;
… se você precisar, eu esteja.

PROTEÇÃO


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MUDANÇAS

Mudanças,sempre!

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MUDANÇAS,SEMPRE!

Não sei se o melhor é somente conceder, é abrir mão de interesses pessoais em favor das necessidades de outrem, é não equilibrar a relação entre altruísmo e ‘egoísmo’ – este no sentido de voltarmos um pouco as atenções para nossas próprias necessidades.

Generosidade, em existindo, acaba se transformando em obrigação. Uma palavra de apoio, de incentivo ou de reflexão é lançada nas páginas da ‘vã filosofia’. Um gesto de amparo é interpretado como uma atitude com segundas, terceiras, quartas intenções. O negócio é ser esperto, antenado e fashion. O limite é ter.

Com certeza somos sujeitos fraturados. Representamos vários ‘sujeitos’ durante o dia, a vida inteira. Construímos e reverberamos – ou reproduzimos – uma variedade de discursos e, por conseguinte, comportamentos. Mas execute o que eu ordeno e nunca faça o que eu faço.

O segredo do sucesso é promover uma mudança ‘radical’ nos ‘sujeitos’ que, na verdade, nos representam? É olhar menos para o céu alheio e mais para os próprios pés? A partir do momento em que descobrimos que ainda não possuímos asas talvez um zelo maior com os nossos passos pode ser providencial. E menos arriscado.

Se “viver é um grande risco” , pode ser interessante a gente ‘riscar’ certas atitudes do nosso rol de representações. Algumas precisam, mesmo! , de um grande risco. De uma margem até a outra do papel e da vida.

SE ESTA RUA...


DA ROÇA


Amanheceus Tardis. Pensamentos rasos a respeito de superfícies profundas


ACQUARELA


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

AMANHECEUS TARDIS - Pensamentos rasos a respeito de superfícies profundas


SE ESTA RUA...


DA ROÇA


A ROTINA DAS INCERTEZAS

A rotina das incertezas

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A ROTINA DAS INCERTEZAS

Enquanto não encontramos as respostas sobre a nossa origem e o nosso destino, andamos por aí – e por aqui – em busca de explicações para certos acontecimentos ‘inexplicáveis’ em nossas vidas.

Diante dessa tal ‘inexplicabilidade’, decidimos por bem – o nosso bem – posicionarmo-nos perante o mundo e perante os que nos cercam. A gente reclama, ou chora, ou ri, ou esconde, ou inventa, ou trapaceia, ou vinga, ou explode, ou reza, ou arrepende, ou cobra, ou transfere, ou nega, ou confirma, ou afirma, ou…

Depois da tempestade vem a bonança – não o Bonanza.  Ainda que em determinadas situações seria melhor que a família de Ben Cartwright (ele e os filhos  Adam, Hoss e Little Joe)viesse para resolver algumas questões. Como não moramos em Ponderosa me reservo o direito ao infame trocadilho de que a ponderação também passa longe da gente na hora do ‘inex’ .

Tudo o que quebra a rotina tem algo de ‘inex’.  Surpresa, decepção, irritação,emoção são os papéis de presente que embrulham esses acontecimentos. Até a morte – do outro – traz o explicável  ‘inex’.

A rotina da vida é um arranjo para ludibriar as coisas que não conseguimos entender – ou não queremos entender. E também é inexplicável.

domingo, 19 de janeiro de 2014

NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tem um menino e seu cavalo

CAVALEIRO

NO MEIO DO CAMINHO TEM UM MENINO E SEU CAVALO

Pelas ruas da Savassi, a região da moderna urbanidade provinciana de Belo Horizonte, passa um menino montado no seu cavalo baio. Os olhares ruminantes dos transeuntes ruminam as razões da cavalgada por entre as vitrines do fashion e as passarelas do fútil.

Um cavalo na praça? Um cavalo na calçada atrapalhando o trânsito de tantas outras cavalgaduras? E  os nossos direitos de cidadãos ultrajados por um quadrupede que relincha e carrega no seu dorso, em pelo, um menino sem camisa?

Chamai as forças de repressão! Vinde o conde prefeito! Correi todos os candidatos à próxima eleição que defendem a ordem pública – e a desordem privada! Um menino montado em seu cavalo baio atravessa o caminho da tradicional família mineira e vai visitar a sua avô. Um menino chamado Sérgio Gabriel Dias Vieiras faz a sua cruzada, da Serra ao Betânia, para visitar a avô, enquanto  o lobo mal da nossa cretina moral imoral não apareça para intimidá-lo com um “você sabe com quem está falando?”.

Tamanha afronta à pasmaceira geral que passeia entre carros e caminhões não passa despercebida  à vida bobinha que espia o mundo e não entra nela pois o maior prazer é espiar. O poeta Paulinho Assunção explica que “o olhar de Minas vê pelas frestas” e as nossas insignificâncias se espremem por entre elas em busca de significados. E um menino no seu cavalo baio no meio do caminho desse paroquialismo é explodir as fissuras que mantém o povo bisbilhoteiro em contato com o alheio.

O menino é um duende, é um elfo, é o Lone Ranger, o Zorro, o Durango Kid, o Roy Rogers, Jerônimo, o herói do sertão, é o Harry Potter, o Peter Pan, O menino do pastoreio, o hobbit é um Cartwright  que vem de uma Ponderosa lá dos confins de seu coração. É o Gandalf contra o Saruman cotidiano. Aquele que explica o mal do “um anel’.  Que cavalgar é preciso, não no sentido de exatidão quanto no poema, mas pela necessidade de dar poesia às nossas caminhadas. Ainda que “perdido em pensamento”, é preciso por a vida em cima de um cavalo e mudar o roteiro da romaria.

Diz Thomas Hobbes  que se o homem é, por natureza, desejante, a pólis é, por natureza, uma guerra. O menino deseja, montado no seu cavalo baio, visitar sua avó. O menino Sérgio quer ser um cuidador de cavalos.  Não está preocupado com a vida alheia, ainda que a sua seja alheia para as vidas que o espreitam.

O menino e seu cavalo,  no meio do caminho da guerra diária, vem trotando pelo vento da paz. Essa paz andante que a gente pensa que está na vitrine mais bem iluminada da rua.

TELAS URBANAS


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CAMINHOS

Caminhos

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CAMINHOS 

Se pensarmos que saindo de onde estamos e indo em frente acabaremos de volta ao ponto de partida, então nossos caminhos são comuns. Mesmo que apareça algum engraçadinho que diga “vou na direção contrária”, ao contrário do que ele pensa, como já dizia o Afif, “juntos chegaremos lá”.

Afif talvez não tenha chegado ao lugar ou posição que pretendia. Acredito que ninguém chega. A caminhada é um subterfúgio para a única certeza, certo?

Gerson , certo, não levou muita vantagem ao querer  “ levar vantagem em tudo”. Mas a gente leva desvantagem se não souber aproveitar da melhor forma possível aquelas pessoas que entraram na “nossa” estrada e são fundamentais para que a gente sinta prazer em andar. É difícil andar sozinho. É difícil se afastar de uma boa companhia de viagem. É difícil perder tempo com pequenas rusgas se um amor, um prazer em ir, sempre ir é o que vale.

Se vamos morrer, melhor usufruir até o último instante a mão, o olhar, o incentivo, a cumplicidade , a paixão do outro que vai junto, que está perto. Certo?!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CASAMENTOS

Casamentos

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CASAMENTOS

Outro dia, li em algum lugar um alerta sobre o ‘tamanho’ de um “para sempre”. Costuma ser mais rápido que um raio, costuma ser mais lento que uma preguiça. E se existe um ‘casamento’ significa que esse “para sempre” se conduz pelas semelhanças e pelas diferenças. Principalmente pelas diferenças.

Agora, na minha “terceira dobra” do tempo – cada “dobra com 25 anos – entendo melhor como é bom um casamento. Ainda que tenha divorciado duas vezes, vivido um relacionamento que não frutificou. Agora, adubo um último. Este, alegre e repleto de muitos planos, mesmo com as distâncias e ausências decorrentes das nossas atividades.

Um “casamento” significa unir expectativas, incoerências, pequenas mesquinharias, descortesias, surpresas, rotina, hábitos, certas deselegâncias, amigos ‘incomuns’, amigos ‘maravilhosos’, os ‘chatos e palpiteiros’. Duas ‘liberdades’ que vão experimentar o conflito de uma ‘liberdade comum’ dentro de quatro paredes. Do lar, do coração, do mundo.

Exige tal ‘união’ considerar o outro como o outro. E não querer que ele seja uma extensão de nós. É admitir que o relacionamento deve se pautar pela felicidade da razão e pela razão da felicidade. Ou, como diz o bolero, “é melhor brigar juntos do que chorar separados”.  Claro que se a briga estiver mais para uma arena do que para lençóis, o melhor é uma revisão de conceitos.

Todos queremos, não importa qual o tipo, que um ‘casamento’ seja “para sempre”. Se no meio do caminho mudamos de ideia, em outro momento sentiremos sua falta. Sentiremos a necessidade do “outro pedaço”. E mesmo que estejamos decididos a conviver com a ‘amputação’, de vez em quando aquela ‘coceirinha’ imaginária dará a impressão de que tudo está ‘no seu devido lugar’. No amor. E deve.

Amanheceus Tardis. Pensamentos rasos a respeito de superfícies profundas.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

LEMBRANÇAS


TROCAS


RELEMBRANDO A POESIA

Relembrando a poesia

POESIAS

RELEMBRANDO A POESIA

Passeio pela cidade e fotografo um pouco desta quietude do também último dia de setembro. Sem sol, frio e pensativo domingo.

Pelo meio do caminho, ao contrário de pedra, encontro um senhor de passos e voz dificultados. Trocamos cumprimentos. Comento o que estou fazendo. O senhor, então,  me indica o pico do Amor  como o lugar ideal para fotos panorâmicas da cidade

Nos despedimos e prossigo na minha rota mais ou menos planejada. Mas a ideia do pico do Amor como o melhor local para se fotografar Itabira enseja outras reflexões.

O Poeta talvez, num momento de profunda angústia, tenha olhado sua cidade lá do alto na expectativa de captar uma panorâmica do Amor. Talvez, sentado ali no seu cantinho, tenha entendido que se sua história era mais bonita que a de Robinson Crusoé, por mais que pudesse olhar ao longe, ainda assim estaria ilhado. Quem sabe, ilhado de amor? Quem sabe, não foi por isso que ele desceu do pico, desceu da angústia vermelha do minério e foi procurar o amor em outro horizonte, na angústia azul do mar?

Procuro entender o que acontece quando a gente sai do sonho do outro por decisão – ou intempestividade nossa – e vai por aí. Mas o que é a dor quando não dói na gente?  Saímos e que o outro cuide do sonho seu. O Poeta saiu do seu sonho de ilha e foi para o seu sonho de mar. E levou o amor.

Pela rua desta Itabira friorenta e cinza, compreendo que distância é distância. Seja de uma esquina, de ruas, de minutos, de continentes. Distância dói. As mais próximas, então…

A costura de nós ao outro tão distante se faz pelo amor. Alinhavados pelo destino estamos sempre em um longe-perto. Na mesma panorâmica.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A CULPA É DO SISTEMA!

A culpa é do Sistema!

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No século 19, na Europa, surge o desejo de que as ciências humanas tenham o mesmo rigor das ciências exatas e biológicas. De trazer destas para aquelas os seus conceitos. Entre esses, o de sistemas. Falamos de Auguste Comte e o positivismo. Para o francês o planejamento do desenvolvimento da sociedade e do indivíduo  seria possível  adotando-se os critérios das exatas.

Na década de 1960, David Easton define o conceito de Sistema Político. Seu texto não tem tradução para o Português.

Um sistema político é alimentado pelas demandas e pelos apoios. O filtro, a seleção e categorização dessas demandas é por conta das instituições ou seja, sindicatos, partidos políticos, associações, entre outros. O Estado – e os seus poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário – a partir das demandas que recebe, decide e age. O retorno dessas decisões, o famoso feedback  pode ser de satisfação ou insatisfação/discordância/impedimentos. No segundo caso, irá gerar nova demanda e assim por diante. Daí, o retorno ensejar uma circularidade.

Diz o professor Clóvis de Barros Filho que “ quanto melhor funcionarem as instituições – ou os gatekeeper´s – melhor funciona o sistema.” Segundo o responsável pelas disciplina de Ética e Ciência Política da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, “longe de ser um mecanismo de censura, tem de ser um instrumento de comunicação racional das demandas que são completamente dispersas e caóticas.” Isto em virtude de que o outro filtro, o outro ‘selecionador’ de demandas é a cultura. E aí, imagina o “bode que deu”, o bode que dá, o bode que dará?!

Com todo respeito ao Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, esses “caos e dispersão”  constituem o nosso “samba do crioulo doido”  político e cidadão. O nosso “bode” cívico. Nas palavras de Barros Filho, é uma calamidade!

Explica o mestre que “ as pessoas ignoram a esfera de competência das autoridades e votam nesses e naqueles sem saber aquilo que juridicamente estão autorizados a fazer.” Mas a situação se  agrava mais ainda, na reflexão : “ os próprios candidatos fazem promessas de propostas que estão fora de suas competências  jurídicas. Em vários casos , grosseiramente fora.”

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Daí, misturamos ao nosso desvarios os três poderes  como “o governo”. E as esferas de poder, idem. Ainda que “o governo seja apenas o Executivo. Mas, também, com o corporativismo, o fisiologismo, as negociatas de balcão descoth bar durante o happy hour dos conluios, tudo se transforma em “governo”. Ou desgoverno.

E a responsabilidade da prefeitura, na verdade é do governo federal. Os deputados estaduais sendo solicitados a atender demandas que deveriam ser encaminhadas aos vereadores. Os vereadores incitados ao cumprimento de obrigações de senadores. E, ao final, “esse governo é uma m….!”.
As redes sociais, ora parlamento inglês, ora Ágora grega, reproduzem , em estágios diferentes, os nossos filtros culturais e as nossas demandas tão consistentes como “dispersas e caóticas”.

Fervilham paladinos de ordens e desordem ideológicas, bandeiras de cores e incolores partidárias, adjetivos e esbravejamentos chulos e escatológicos contra esse ou aquele, ou contra tudo e todos. Comparações mais calçadas nos ranços do partilhamento do poder dão a tônica da nossa quase total falta de tradição de trato e relacionamento nesta seara. O efeito 1964, depois das torturas e dos seus porões, ainda nos oprime e nos aprisiona nos tuneis da ignorância e do medo.

Se os “justiceiros políticos” não pararem de se digladiar, se os engraçadinhos não interromperem a sanha debochada contra aqueles que escolheram e autorizaram que lhes representassem e defendessem seus interesses, quem é o “monstro do lago ness” somos todos nós.

Autor do livro “A constituição desejada”, Clóvis , durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1988, como funcionário do Senado, fez contato com alguns cidadãos que encaminharam propostas para a nova Constituição. Foram enviadas cerca de 100 mil sugestões. Durante uma aula, recentemente, ele apresentou cinco situações que selecionou entre as várias sugestões e conversas que teve com os remetentes. Repasso duas:

- a do Sindicato dos Panificadores do Estado de Pernambuco, propondo que “toda empadinha deve conter uma azeitona”;
- a de uma advogada carioca, sugerindo que “toda mulher portando um cachorro com pulgas será presa em flagrante”.

Então, se a  “Chica da Silva/Tinha outros pretendentes/E obrigou a princesa(Leopoldina)/A se casar com Tira-dentes” isso não é apenas fruto da imaginação.

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