sábado, 29 de março de 2014

"MEU MUNDO CAIU"

“Meu mundo caiu”

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“MEU MUNDO CAIU”

Acredito que isso aconteça com todo mundo mas nem todo mundo dá a devida atenção. Estou falando do tal do pressentimento. Aquele sensação que começa dentro da gente como a história da morte de um parente que nos é comunicada a partir do fato de que ‘o gato subiu no telhado’. Pois é, de vez em quando, a vida resolve avisar que um gato subiu no telhado e o melhor é a gente se prevenir. Tanto para o melhor quanto para o pior. E, por favor, não culpem o gato. Sabe aquele negócio de que ‘aí tem’.

Maysa, a inesquecível e inebriante Maysa, ao compor “Meu mundo caiu” pressentiu alguma coisa. E ao que parece, ainda que tão simples seja a letra, a pancada foi forte. Não subiu apenas um gato no telhado. Foi uma gataria. E o que veio depois se fez canção( http://migre.me/hYl1k).

Pior é quando temos um pressentimento e nos atrevemos a ir contra a maré. O ‘capote’ é certo. Vamos ralar na areia e beber água salgada. E muito pior ainda é se estamos sendo atraídos para uma armadilha e não nos defendemos. Tem gente que proclama-se herói mas pede um tempo para lixar as unhas enquanto estamos afogando. E juraram que a piscina “dava pé”.

O “mundo cai”, a gente também. Em cada queda vem alguma coisa para nos soterrar até que não encontramos mais salvação. Nem na MPB.

AMANHECEUS TARDIS - pensamentos rasos a respeito de superfícies profundas


quarta-feira, 12 de março de 2014

CELEBRAÇÕES

Celebrações

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CELEBRAÇÕES

Falar é fácil. Eu sento aqui em frente ao teclado, abro a mala de ideias, o coração de simpatias e deito a dizer é assim, é assado. Escrevo pensando num problema, procurando uma solução, prospectando cúmplices para uma nova tramoia. Expectativa de diminuir certas zaragatas(palavra que me foi apresentada pelo Saramago no livro “Clarabóia”) na minha vida. Como não sou egoísta, gosto de repartir o ‘pão’.

O segredo, entendo eu, vai  na toada do “Todo dia é dia e tudo em nome do amor/Essa é a vida que eu quis”. Nada melhor do que ouvir o amor, ver o amor, deixar que o amor opine, oriente e, sempre que possível, decida. Receber (e retribuir) com alegria o bom dia de quem gosta de você. Tomar um café ,  ouvir uma melodia pacificadora de almas.

Respiro fundo, reconheço que sou amado e amo. Quero saber dos amigos – “que notícias me dão de você” . Quero saber de viver. Escrever é uma das melhores atividades que escolhi para usufruir da vida.
Colho bons frutos e confirmo que “(…)o céu/Faz tudo ficar infinito/E que a solidão é pretensão de quem fica/Escondido fazendo fita”.  “Fazendo fita” ou muxoxo para as tantas possibilidades que se apresentam do outro lado (o de fora) da janela.

Do “lado de fora da janela, gosto de ouvir “meu amor”, “vovô”, “pai”, “meu filho”, “tio” (é , eu tenho sobrinhos , um tanto, cada qual mais lindo que o outro),“meu amigo”, “irmãozinho”, “amiguinho”, “velhinho”, “capitão”, “mestre”, “camarada”, “seu fdp”(no bom sentido!), “Aguinaldo”(uma brincadeira do Antônio Achilis), “poeta”, “ filósofo”, “doidão”, “cabeludo”.

As palavras, como o amor, também fazem uso de mim para se revelarem e aos seus sentimentos. Pois aprendi que as palavras sentem e que só conseguem expressar isso se a gente as reúne.  Linda, por exemplo. Linda é a pessoa que reparte comigo o ‘pão’ de outras palavras.”Linda/E sabe viver/Você me faz feliz/Esta canção é só pra dizer/E diz/Você é linda/Mais que demais/Você é linda sim/Onda do mar do amor/Que bateu em mim”.

Escrever é meu navio, sua leitura é o meu mar. Costuma ser revolto, costuma ser calmaria. Ora azul, ora verde. Pode ser profundo, pode ser mais raso. Escuro ou transparente. Só não é morto.
Escrevo em favor da sua companhia. Escrevo para que o meu dia seja sempre feliz ao seu lado. Então,”Quero que você me dê a mão/Vamos sair por aí/Sem pensar no que foi/que sonhei/Que chorei, que sofri/Pois a nossa manhã/Já me fez esquecer”.

ARISCO


NUVENS


quinta-feira, 6 de março de 2014

AMANHECEUS TARDIS. PENSAMENTOS RASOS A RESPEITO DE SUPERFÍCIES PROFUNDAS.


AO PÉ DE OUVIDO

Ao pé de ouvido

ABELHA NO LÍRIO

AO PÉ DE OUVIDO

Nem sempre somos tão prolixos quanto parecemos ser. A gente, antes de enfrentar o perigo, pensa, repensa, comenta com um, vangloria-se com outro, bate no peito, diz que é o “bom da boca” e que “escreveu não leu, o pau comeu”. Aí!

Na hora ‘agá’, do ‘fala que eu te escuto’, a gente engasga, engole o pequi , tosse a farinha, evite o embate. No máximo, tentamos transferir o problema para o outro mas –  aqui está a manha da safadeza – ou da covardia – com todo o carinho, cheio de metáforas e pranchas e escovinhas. Alisamento progressivo para não tomar uma arranhada volveriniana de volta.

O mais comum é a gente suspirar, dizer que perdeu o apetite, andar em papel de arroz, dar uma encostadinha de leve, soltar uma piadinha, perguntar como vai um parente, como vai a vida. E, se não nos mandam ir para, temos a chance de perceber que pequenos diálogos, todos os dias, regulamentados pelo carinho e pelo respeito, podem resolver muitas coisas. Mesmo que seja um discurso indireto. Se é honesto, do coração, acaba um sucesso!

E então a gente enche o peito e volta a ser feliz de novo!

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