Powered By Blogger

domingo, 12 de dezembro de 2010

PENSAMENTO DO DIA

Em casa de ferreiro todos são vacinados contra tétano.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Poesia me encanta. São como um remédio, antídoto contra o tédio que costuma rondar por aqui. Poesia é um atrevimento, um reclame das novidades velhas da vida. A poesia de Guido Heleno, que está na antologia OFÍCIO DO AGORA - com a seguinte dedicatória do poeta: " ...estes são poemas de um ofício de viver agora " . Março de 1988. Então que vivamos este nosso "ofício de viver".

ÚLTIMO ROTEIRO

Se eu morrer de enfarte
que seja noite, bem tarde
e tenha estrelas no céu
embora não possa vê-las.

Uma coruja romântica
piando um cântico antigo
para que eu leve comigo
lembranças de meus amores.

Quero flores bem diversas
em volta, muita conversa
e uma bandeira do time
que nunca foi campeão.

Quero milagres de peixes
tristes migalhas de pão
lágrimas coloridas
um arco-íris noturno
que só os pobres de espírito
possam vê-lo jorrando.

Mas se não morrer de repente
e de repente for ficando
quero estar vivo e vivendo
nunca,nunca vegetando
poder ler e escrever
andar em todo lugar
comer o que quiser
qualquer mulher, amar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

MINHA ADÉLIA,POETA

Dia com poesia não tem preço. Com poesia de Adélia Prado, a minha poeta, então...


GÊNERO

Desde um tempo antigo até hoje,
quando um homem segura minha mão,
saltam duas lembranças guarnecendo
a secreta alegria do meu sangue:
a bacia da mulher é mais larga que a do homem,
em função da maternidade.
O Osvaldo Bonitão está pulando o muro da dona Gleides.
A primeira, eu tirei de um livro de anatomia,
a segunda, de um cochicho de Maria Vilma.
Oh! por tão pouco incendiava-me?
Eu sou feita de palha,
mulher que os gregos desprezariam?
Eu sou de barro e oca.
Eu sou barroca.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

COISAS DO TEMPO

A eternidade só nos atrai enquanto consumimos. No momento em que percebemos que o tempo nos consome, é a eternidade o que primeiro esquecemos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

GRANDES LETRAS, GRANDES CANÇÕES

Comigo tudo bem. Mas não dá pra ficar indiferente quando se ouve Nora Ney cantando NINGUÉM ME AMA, de autoria de Antônio Maria e Fernando Lobo:

Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém me chama de meu amor
A vida passa....
E eu sem ninguém.
E quem me abraça
Não me quer bem
 
Vim pela noite tão longa
de fracasso em fracasso
E hoje descrente  de tudo
Me resta o cansaço
Cansaço da vida
Cansaço de mim
Velhice chegando e
Eu chegando ao fim
(Bis)

AUSÊNCIA E POESIA

Da série poesias e poetas, esta de Bernardo Santanna. Linda.


Trem estrada ausente.
Trem estrada aos entes.
Tenho estrada ausente.
Tenho estado ausente.

sábado, 4 de dezembro de 2010

PRIMEIRO SÁBADO DE DEZEMBRO

Madrugada quente de sábado. Talvez chova. Se chover, vou dormir no ritmo das águas. Se não, continuo acordado no ensaio das lágrimas. É tempo de notícias duras. É tempo de revisões e mudanças.É tempo de
silenciamentos e mensagens sem resposta. É tempo...

Arquivo do blog