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segunda-feira, 18 de junho de 2012

A DOR DO OUTRO


A DOR DO OUTRO 

Nada pior do que ter ao lado alguém chorando de dor e não poder fazer nada. A gente leva um copo com água, um analgésico, palavras de carinho, um abraço afetuoso como se quiséssemos que aquela dor abandonasse o corpo dele e se alojasse em nós.

A gente reza, se católicos. A gente ora, se evangélicos. A gente pede, se humanos. A gente não sabe sofrer o sofrimento do próximo. Nem do distante. Mas que dói, dói.

A dor revela sua capacidade de desvirtuar todos os sentidos. Interfere na Natureza prolongando a noite, escurecendo o dia, afugentando as palavras, incinerando a Medicina, ridicularizando remédios, feiticeiros e feitiços. A dor manda na gente. A dor manda a gente para as profundezas pantanosas da insignificância.

Enquanto o outro, tão querido e amado, sofre, a gente insiste em dizer que vai passar. Mas nenhuma dor passa.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DESCOBRIMENTOS


DESCOBRIMENTOS 

 Pelas minhas contas a mocinha e mamãe parou de estudar há sete, oito anos. Neste período, adoeceu gravemente, recuperou-se maravilhosamente, engravidou, é mãe, passou por duas experiências afetivas e, atualmente, trabalha perto de casa.

Tantas vezes ela reafirmou que não queria saber mais de sala de aula, escola. Queria roça, interior, sítio, galinha pra tratar. Como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” -  ou acaba – ela resolveu que precisava dar “um gás” na “mesma lerda vida”.
Inscrição para vestibular, cursinho intensivo no final de semana.

Sábado, de noite, ligo para ter notícias, saber como é que foi. Assim como quem não quer nada(mas que torcia para que ela estivesse feliz e satisfeita). Então a menina e mãe respondeu que estava chocada. “Como é que a gente deixa a vida passar assim”, ela me perguntou e, de imediato eu pensei no que estou fazendo com a vida.

Espantada e muito feliz, ela dizia que é um absurdo a gente se contentar só em comer,beber,dormir e trabalhar. Em viver o básico, basicamente. Na sala de aula, lotada com mais de cem pessoas, ela disse que redescobriu um mundo dinâmico, vivo, efervescente e instigante.

A menina e mãe estava de volta ao presente. Redescobrindo sua própria dinâmica, sua efervescência. Ela retoma “a boa nova” de si mesma.

domingo, 27 de maio de 2012

ACRE


ACRE


ACRE


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Peixes


sábado, 12 de maio de 2012

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