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sábado, 23 de maio de 2009

POVO QUE TEM HISTÓRIA, CONTA!


A Câmara Municipal de Itabira promove, neste 27 de maio próximo, a exibição e o lançamento do vídeo ONTEM, UM PRESENTE PARA O AMANHÃ. Avô passeia com sua neta pela cidade e conta partes da história política,social,econômica e cultural do município e mostra como são importantes a Câmara de Vereadores e a participação de todos para o desenvolvimento de uma cidade. Bela peça!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

FAZENDO SUCESSO NO JAPÃO

Estamos de volta da nossa viagem ao Japão, o que já se tornou pra nós algo inesquecível. Foram 21 dias muito intensos, um livro pra contar, às vezes, parecia que estávamos mesmo em outro planeta. É incrível a riqueza e diversidade daquele lugar, sua cultura, o jeito de ser das pessoas, de maneira geral contidas, mas muito gentis, corretas e absolutamente refinadas.

Tivemos lotação esgotada em todas as nossas apresentações, em duas delas tivemos que fazer sessão dupla, e ao melhor estilo japonês, com som, luzes e tudo mais, perfeitos! Ficamos muito impressionados e surpresos com o público que temos por lá, pra vc ter uma idéia, fomos comprar discos na Tower Records de Tóquio, a maior do mundo, com 7 andares, e no setor de MPB haviam apenas dois stands individuais, um do Caetano, e outro nosso, com dizeres de bem-vindos ao Japão.

Tudo isso graças ao excelente trabalho do nosso produtor, Yoshihiro Narita. Ele é sensível e impecável, cuidadoso com cada detalhe, e realmente tem sido um grande parceiro e responsável pela disseminação do nosso e de vários outros trabalhos de música brasileira no seu país.

Foi muito bom sentir de perto, a receptividade e o amor dos japoneses pela boa música brasileira, e o quanto ela está presente entre eles. No blog do site dele (Yoshi), tem algumas fotos das nossas apresentações. www.nrt.jp

Bem, agora já estamos por aqui na nossa boa e velha rotina: obra, aulas, projetos...

Um forte abraço pra vc, dos amigos,Renato e Patricia .

sábado, 9 de maio de 2009

PELA INTERNET

TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca.. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

domingo, 26 de abril de 2009

CALA, GALVÃO, CALA!

O “ sei de tudo” Galvão Bueno, ao final do prêmio do Barein de fórmula 1, disse que estavam aguardando o vencedor, Jason Button, os “roqueiros” Eric Clapton, Robert Plant e , atenção, atenção, “Richard Wright, baterista do Pink Floyd”. Tremenda batatada, além da mais uma vez excessivas arrogância e ignorância. Richard Wright, tecladista do Pink Floyd, morreu ano passado e o baterista do PF é Nick Mason.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

MAIS UM POUCO DE WALTER BENJAMIN

Trecho extraído do artigo AS EXPERIENCIAS DE WALTER BENJAMIN de Beatriz de Souza Bessa (UNIRIO), disponível em http://www.unirio.br/morpheusonline/numero09-2006/bessa.htm

“(...)a juventude não é apenas uma fase de desvarios mas um momento em que as formas subjetivas não se deixam instituir pelos valores absolutos e morais.(...)ser sério e esclarecido não é sabedoria, como imaginam os adultos, mas ter pobreza de idéias, petrificando emoções e afetos. Dessa forma, a maneira moderna de conceituar experiência revela um modo burguês de existência, carente de espiritualidade e sensibilidade”.

A "EVOLUÇÃO"


segunda-feira, 20 de abril de 2009

PARA PENSAR A ESCOLA

http://flowtv.org/wp-content/uploads/2008/10/jean_baudrillard_13.jpg

Do filósofo francês, Jean Baudrillard:

“Se a escola acabou, é que todas as fibras do processo social estão impregnadas de disciplina e de formação pedagógica”.

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