Powered By Blogger

domingo, 31 de outubro de 2010

AUTENTICIDADES

VOCÊ ESTÁ SEMPRE COMIGO
QUANDO COMIGO NÃO ESTOU.

sábado, 30 de outubro de 2010

A RESPEITO DOS MORTOS

Também no meu desassossego, sem a competência- e pela alma tão pequena - de escrever um livro, como o fez Fernando Pessoa, sobre o tema, agora experimento uma sensação de morto. Ainda que vivo, não tenho certeza se vivo. De uma parte da vida, que acreditava maravilhosa e tão especial de se tornar concreta, mais uma vez me confirmaram a impossibilidade. Assim, experimento metades. Ora apareço, ora me esquecem.

PARA UMA TARDE DE SÁBADO ANTECIPANDO O DIA DOS MORTOS

CADA UM

Fernando Pessoa


Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

SÓ PRA NÃO PERDER O GANCHO

Com certeza, tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.

POR ESSAS E OUTRAS

Sabe quando a gente tem a sensação de que não existimos? Ou melhor, que existimos assim mais ou menos, de conveniência(dos outros)? É por essas e outras que aprendi
que realidade é um estado de ser. Inclusive não sendo e assistindo o to be dos outros.
Um amigo meu diz que bebe por causa disso. Para esquecer que o esqueceram quando ele só queria ser alguma coisa que não fosse esquecida. Ou melhor, lembrado só quando necessário. Para o outro.

É o que ouvi contar hoje. Um sujeito foi encontrado na rua sem qualquer documento, sem qualquer memória. Um sujeito sem. Só foi lembrado como um sujeito ser quando chamaram a polícia.Todo mundo perguntou-lhe o nome, ninguém lhe disse amor.

sábado, 23 de outubro de 2010

PENSANDO BEM...

A crônica , a seguir, é do Nelson Mota e foi publicada no site www.sintoniafina.com.br. Bom de serviço e de cidadania,
Nelson é contundente neste texto.

NÓS E ELES

Quando um candidato vence uma eleição com 50% dos votos mais um, isto também significa que metade dos eleitores, menos um, votou contra o vencedor. Nesse caso, no Brasil, seriam cerca de 60 milhões de cada lado. Ao contrário das frias porcentagens, esses números são quentes e assustadores se vistos como homens e mulheres, suas vidas e seus destinos.

Mesmo quando a diferença final é maior, talvez por fatores regionais ou conjunturais, por acidentes de percurso ou fatalidades, os eventuais 0,01%, ou 10% de diferença não dão ao eleito mais poderes dos que a Constituição lhe garante. Tão importante quanto a democracia ser o governo do povo, para o povo e pelo povo, como os políticos gostam de dizer, mas não de fazer, é que a vontade da maioria prevaleça – respeitando os direitos da minoria e a Constituição. Se não, é chavismo.

Mas até Chávez sabe que nem sempre a maioria tem razão ou toma as melhores decisões, só por estar em maior número, mas as consequências são sofridas por todos. Maiorias não são infalíveis, condenaram Jesus Cristo e apoiaram Hitler, os maiores massacres da História foram de maiorias contra minorias, impondo a lei do mais forte sobre a civilização. Acima das maiorias, que são eventuais e sujeitas a interesses políticos e fraquezas humanas, estão as instituições democráticas, que são permanentes e impessoais.

Urna não é tribunal e a vontade da maioria não absolve ninguém de nada que afronte a lei e o estado de direito. Em campanhas acirradas e marcadas por ofensas e denúncias entre os adversários, suas histórias pessoais e seus aliados, o dia da vitória pode ser a véspera de confrontos que envenenam a democracia, movidos por paixões humanas. Como na Argentina.

A euforia rancorosa do “agora é nós” e as eventuais ameaças contra os vencidos têm um encontro marcado com a realidade da partilha do poder com os aliados e suas ambições políticas e pessoais - que pode até dar saudades dos adversários. Vença quem for, vitórias construídas com alianças espúrias, mentiras e trapaças têm vida curta e antecipam derrotas das melhores esperanças da população.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MAIORIDADE

Meu filho caçula comemora, hoje, 18 anos. Conquista, pelo menos cronologicamente, sua maioridade. Perante a lei, torna-se responsável pelos seus atos. Perante ao pai, continuará sendo a mesma criança. Aliás, os meus cinco filhos - três meninas e dois meninos - serão sempre minhas crianças.

Mas o caçula - agora com 18 anos - me faz sentir ainda tão "novo", tão cheio de expectativas, tão emocionado com a vida. Sei que ele, como seus irmãos, continuará sendo uma pessoa linda, dócil, amiga, humilde, honesta e feliz.

Agora, é cuidar dos netos. Por enquanto dois mas...Bem, ainda sou um avô caçula, também.

Arquivo do blog